É uma importante área de atuação, que engloba a avaliação e tratamento de doenças da cavidade oral e da orofaringe. As queixas mais comuns estão relacionadas às amigdalites, halitose e doenças da língua.

  • Obstrução nasal.

  • Rinites e sinusites.

  • Sangramento nasal.

  • Ronco e apneia do sono.

  • Aumento da adenoide e infecções de amígdalas.

  • Cirurgia endoscópica das fístulas liquóricas e tumores da hipófise.

  • Endoscopia nasal/nasofibroscopia.

  • Suporte ao paciente na UTI.

  • Suporte ao paciente oncológico.

Halitose

O mau hálito ou halitose não é uma doença e sim, um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.

O nome Halitose, termo médico para designar o mau hálito deriva do latim Halitus que significa ar expirado.

Onde é originado e quais as causas principais

DE ACORDO COM OS ESTUDOS MAIS RECENTES, AS ORIGENS DO MAU HÁLITO PODEM SER:

  • ORIGEM BUCAL (de 92,7 a 96,2 % dos casos)*

  • ORIGEM EXTRABUCAL ( de 3,8 a 7,3 % dos casos)*

Observação: como causas de origem extrabucal consideramos as originadas nas vias aéreas superiores e as de origem metabólica ou sistêmica, vindas de dentro do organismo.

*Estudos de Seemann et al., 2006; Quirynen et al., 2009; Zurcher et al., 2012.

As causas da halitose conhecidas são cerca de 90 e as causas bucais correspondem, como visto acima, a 95% dos casos, em média. Dentre as causas mais importantes e comuns originadas na cavidade bucal, temos a saburra lingual e as doenças da gengiva (doença periodontal = gengivite e periodontite).

Nas causas do mau hálito originado nas vias aéreas superiores, os principais responsáveis são os cáseos amigdalianos, e de origem sistêmica ou metabólica, temos o jejum prolongado, a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não compensado, a hipoglicemia e as alterações hepáticas, renais e intestinais como causas principais, mas que como mencionado acima, correspondem somente a uma porcentagem muito pequena dos casos (4 a 8% dos casos).

MAU HÁLITO NÃO VEM DO ESTÔMAGO, sendo que este é frequentemente responsabilizado pela alteração no odor do hálito, exceto em raros casos de Diverticulose esofágica  (especialmente o divertículo de Zencker - que é uma causa originada na transição entre o esôfago e a faringe) ou ainda devido a arrotos ou refluxo gastroesofágico, porém nestes casos a alteração do hálito é momentânea e passageira e seu odor não é o característico cheiro de enxofre presente na halitose crônica e sim um odor caracteristicamente ácido. 

Em mais de 5.000 tratamentos de halitose realizados, nunca encontrei um único caso com causas originadas no estômago. A crença de o estômago provocar o mau hálito talvez seja o maior mito na área de saúde da atualidade, que graças aos esforços da Associação Brasileira da Halitose (ABHA Pesquisa: o Mau hálito e o profissional da área de saúde) e de seus associados, vem sendo desmistificada.

A saburra lingual, as doenças da gengiva (gengivite e periodontite) e os cáseos amigdalianos estão presentes em quase 100 % dos casos de alterações do hálito de origem bucal, pois embora estes últimos sejam uma causa de halitose de origem nas vias aéreas superiores, a alteração no odor do hálito se manifesta através do ar expirado pela boca, pois as amígdalas se localizam à porta da cavidade bucal, na orofaringe.

As doenças da gengiva (doença periodontal), 2ª causa mais comum da halitose, bem como várias outras causas de alteração do hálito de origem bucal (dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, miíase, cistos dentígeros e câncer bucal) podem ser facilmente identificadas e tratadas por um Cirurgião Dentista experiente, ou encaminhadas para tratamento (casos mais complexos).

BUCOFARINGOLOGIA